Corpo, Língua, Raça e controle migratório: Quem possui a permissão de pertencer?

O pesquisador do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM), Igor Borges Cunha, apresentou, durante a Reunião brasileira de Antropologia (RBA), reflexões de um artigo desenvolvido em coautoria com as professoras Delia Dutra (Udelar) e Susana Martinez (UnB).

O trabalho analisa como língua, sotaque, aparência, raça, gênero e nacionalidade atravessam as experiências de migrantes haitianas na República Dominicana e podem operar como marcadores de pertencimento, suspeição e controle migratório.

A partir de experiências registradas em campo, a pesquisa discute como o controle das mobilidades ultrapassa a verificação documental: os corpos também são lidos, classificados e racializados. Nesse contexto, formas de falar, vestir-se e apresentar-se podem influenciar quem é reconhecido como pertencente à nação e quem é identificado como haitiano(a), portanto, não pertencente.

A pesquisa integra as reflexões desenvolvidas pelo CSEM sobre migração, racialização, fronteiras e direitos das pessoas em mobilidade.

Veja o vídeo completo aqui: https://www.instagram.com/reel/DceXZiKxP-6/?igsi=MTl6OGczZzlyMnNmNA%3D%3D

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